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quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Leia para uma criança

     Aproveitando o fato de que você já está lendo, quero perguntar: você gosta de ler? Alguém leu pra você quando você era criança? Como profissional, percebo que os livros são uma preciosa fonte de aprendizagem para crianças de todas as idades (de 0 a ...quantos anos quiser imaginar). Mas, especialmente para as crianças que ainda não sabem ou que têm dificuldade de ler, a participação ativa de um adulto é peça chave para dar acesso ao tesouro da leitura.

    Recebi um link com uma iniciativa muito legal do Itaú: Leia para uma criança
    Decidi divulgar porque ao trabalhar com crianças, percebo o interesse delas nas historinhas infantis e nos livros. Se as crianças puderem ter acesso à leitura cedo, quando mais velhas podem tomar gosto e por meio dela aprender uma infinidade de coisas, pois já aprendem antes mesmo de serem elas as leitoras. Afinal, existem livros sobre os mais diversos temas que você possa imaginar. Antes que a criança tenha facilidade na leitura, incentive o interesse lendo para ela.

     Aos pais, deixo este convite em especial: Leiam para seus filhos. Com isso podem proporcionar um tempo de qualidade, com atenção e carinho que são importantes para o desenvolvimento saudável de uma criança.

     Às crianças, adolescentes e adultos que lêem esse blog, fiquem à vontade para dar sua opinião ou fazer perguntas. Sua participação é importante para mim.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Transtornos Invasivos

     Algumas crianças necessitam de cuidado e atenção mais do que especiais. A paciência não é requerida apenas dos pais, mas de todos os profissionais que se envolvem com elas. Alguns transtornos deixam os pais desesperados e temerosos que não haja esperança. Felizmente, ainda há esperança para muitos casos. Ainda que o trabalho seja lento, os ganhos podem ser maravilhosos.
     Estava pesquisando sobre Transtorno Asperger e encontrei um material muito bom. Apesar de ser apenas uma pincelada sobre os transtornos invasivos, traz boas notícias sobre o trabalho que tem sido desenvolvido para promover a melhoria na qualidade de vida de pais e pacientes. A linguagem não é complicada. Indico para pais, professores, estudantes e profissionais.


Os diferentes graus de autismo parte I (acima)
Os diferentes graus de autismo parte II (abaixo)



sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Crianças também enfrentam problemas

     Dificuldades na escola, problemas de relacionamento, ansiedade, nervosismo, medo exagerado, a chegada de um irmãozinho novo, a perda de um parente próximo, gastrite nervosa, falta de convívio com os pais, separação, mudança de cidade ou escola, uma doença repentina, internação, dores sem explicação, violência escolar... UFA!... às vezes ser criança não é tão fácil quanto pode parecer para alguns.

     Assim como na vida dos adultos, para as crianças, problemas podem ser superados. Elas são capazes de aprender e ensinar muito com o que vivem. Uma das formas de possibilitar isso é a psicoterapia infantil. Trata-se de um espaço feito para acolher e dar voz às crianças. Muitos se espantariam em ver como uma criança pode ser capaz de falar a respeito de seus problemas, com tamanha maturidade e consciência, desde que ela tenha um espaço para isso. Usam suas metáforas, seus personagens, seus desenhos, suas brincadeiras e por meio de uma linguagem cheia de significados elas falam... também contam segredos, pedem ajuda, demonstram suas dificuldades, compreendem o que está acontecendo e aprendem.
   
     Há quem pense que as crianças vão ao consultório brincar. Mas os jogos, brincadeiras e atividades lúdicas servem a propósitos importantes e são ferramentas que permitem que o psicólogo se aproxime, observe e entenda como a criança lida com assuntos diversos. Se você ainda não parou para observar, preste atenção na vasta gama de habilidades que você mesmo pode ter aprendido (ou praticado) jogando. Eu aprendi questões básicas de lógica jogando cara-a-cara; entendi que não posso comprar tudo o que dá vontade jogando banco imobiliário; percebi que às vezes é preciso ser estratégica jogando settlers of catan, descobri o poder de comunicação da linguagem corporal jogando imagem & ação.
    
     Imagino que adultos também poderiam se beneficiar se os jogos fossem utilizados em suas sessões terapêuticas.

     Assim como no caso dos adultos, as mais diversas questões podem ser trabalhadas em contexto de psicoterapia infantil. Se você tem dúvidas sobre como é a psicoterapia infantil, quer saber mais a respeito ou gostaria de levar seu(a) filho(a) a um profissional, entre em contato, mande um e-mail ou deixe um comentário que ficarei feliz em ajudar como puder.


e-mail: leticiaregia.psi@gmail.com

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Déficit de Atenção?

     Quem nunca ouviu falar sobre Déficit de atenção (DDA)? Muitas crianças têm recebido o diagnóstico e podem estar sendo medicadas sem necessidade. Alguns comportamentos "indesejados" que as crianças apresentam podem ser a demonstração de que elas estão enfrentando problemas. Por isso, antes de partir para a medicação, procure saber qual é o problema que deve ser resolvido e quais são as opções (psicoterapia, psiquiatria, diálogo familiar ou de tudo um pouco?) O uso de medicação pode até acabar com os sintomas, mas como saber se as causas ainda permanecem? Se elas não sumirem o uso da medicação será permanente?
     Uma das formas de lidar com o problema é procurar orientação profissional. Psicólogos e psiquiatras podem te ajudar.


     Se você desconfia que uma criança tem déficit de atenção, procure a orientação de profissionais e leve o máximo de informações relevantes. Observe alguns sinais que podem ajudar os profissionais a entender qual é o problema:
  • A criança é incapaz prestar atenção durante um tempo razoável? Observe outras crianças da mesma idade para ajudar na comparação. Mas não se esqueça que as crianças são diferentes. Fique atento às diferenças que prejudicam.
  • Faz coisas impulsivas? (age de um jeito que ninguém esperava, fora de contexto)
  • Ele(a) corre, escala, fala sem levar em consideração o que é apropriado para a situação?
  • Demonstra ter problemas consigo mesma, socialmente e na escola?
  • Tem dificuldade em terminar o que começa?
  • Tem dificuldade em esperar a sua vez (filas, jogos, hora de falar)
  • Parece não parar quieta pra nada? (preste atenção se a criança pára quando está fazendo algo que gosta)
Fontes: HOLMES, DAVID S. Psicologia dos transtornos mentais (1997) Artmed, São Paulo e DSM IV

Dica: escreva uma lista em tópicos sobre o que você observou e na hora da consulta tenha a lista em mãos. As ocasiões em que os comportamentos acontecem e a frequência deles também podem ser informações relevantes. Assim, você ajuda o profissional e não corre o risco de esquecer coisas importantes. Se tiver perguntas a respeito do tratamento ou do diagnóstico, anote também e pergunte.

     Se receber informações muito diferentes de um profissional para outro, saiba que a situação do déficit de atenção ainda é polêmica e por isso destaco a importância de um diagnóstico bem feito para evitar o uso abusivo de medicação.

Quer saber mais?A polêmica do déficit de atenção - usar medicação ou não?
IPDA - Instituto Paulista de Déficit de Atenção - para pais, professores e profissionais
8 sinais para ficar atento! - questões importantes para o diagnóstico