quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Leia para uma criança

     Aproveitando o fato de que você já está lendo, quero perguntar: você gosta de ler? Alguém leu pra você quando você era criança? Como profissional, percebo que os livros são uma preciosa fonte de aprendizagem para crianças de todas as idades (de 0 a ...quantos anos quiser imaginar). Mas, especialmente para as crianças que ainda não sabem ou que têm dificuldade de ler, a participação ativa de um adulto é peça chave para dar acesso ao tesouro da leitura.

    Recebi um link com uma iniciativa muito legal do Itaú: Leia para uma criança
    Decidi divulgar porque ao trabalhar com crianças, percebo o interesse delas nas historinhas infantis e nos livros. Se as crianças puderem ter acesso à leitura cedo, quando mais velhas podem tomar gosto e por meio dela aprender uma infinidade de coisas, pois já aprendem antes mesmo de serem elas as leitoras. Afinal, existem livros sobre os mais diversos temas que você possa imaginar. Antes que a criança tenha facilidade na leitura, incentive o interesse lendo para ela.

     Aos pais, deixo este convite em especial: Leiam para seus filhos. Com isso podem proporcionar um tempo de qualidade, com atenção e carinho que são importantes para o desenvolvimento saudável de uma criança.

     Às crianças, adolescentes e adultos que lêem esse blog, fiquem à vontade para dar sua opinião ou fazer perguntas. Sua participação é importante para mim.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

DEPRESSÃO, O MAL DA ATUALIDADE.

DEPRESSÃO

Voce sabe o que é depressão?
Logicamente todos acreditam que sabem sim, pois este é o mal que assola a humanidade na atualidade. Mas, o que devemos realmente saber é que sua definição na area da saúde diz que é um transtorno de humor, que inclui uma diversidade de sintomas e apresenta intensidade variada entre leve e grave.Que a depressão afeta o individuo em varios aspectos.
  • Pessimismo
  • Dificuldade de tomar decisões
  • Dificuldade para começar a fazer suas tarefas
  • Irritabilidade ou impaciência
  • Inquietação
  • Achar que não vale a pena viver; desejo de morrer
  • Chorar à-toa
  • Dificuldade para chorar
  • Sensação de que nunca vai melhorar, desesperança...
  • Dificuldade de terminar as coisas que começou
  • Sentimento de pena de si mesmo
  • Persistência de pensamentos negativos
  • Queixas freqüentes
  • Sentimentos de culpa injustificáveis
  • Boca ressecada, constipação, perda de peso e apetite, insônia, perda do desejo sexual.
  • Doenças cardiovasculares.
Lembrar que nem todos são afetados da mesma forma, pois as pessoas são diferentes, singulares e vivem aspectos diferenciados entre si. Contudo, todos têm como sintomas em comum as dores que por sua vez afetam negativamente suas percepções e sua qualidade de vida.
Diante disto tudo, o mais importante é tentar se movimentar, buscar ajuda de profissionais como; terapeutas, medicos, grupos psicoterapêuticos de apoio. Buscar informações atraves de meios de comunicação como jornais, livros, website etc.
Com ajuda dos familiares e amigos tente tratar os problemas e as questões da vida.
  
Pense alegria, felicidade, amor; imagine-se cheio de vida, iluminado positivamente. Ponha fé na sua mente e acredite que agora você é outra pessoa e a sua vida está cada dia melhor e melhor. Como o pensamento produz a realidade do seu conteúdo, agora a sua realidade é essa.



     

    terça-feira, 4 de setembro de 2012

    Transtornos Invasivos

         Algumas crianças necessitam de cuidado e atenção mais do que especiais. A paciência não é requerida apenas dos pais, mas de todos os profissionais que se envolvem com elas. Alguns transtornos deixam os pais desesperados e temerosos que não haja esperança. Felizmente, ainda há esperança para muitos casos. Ainda que o trabalho seja lento, os ganhos podem ser maravilhosos.
         Estava pesquisando sobre Transtorno Asperger e encontrei um material muito bom. Apesar de ser apenas uma pincelada sobre os transtornos invasivos, traz boas notícias sobre o trabalho que tem sido desenvolvido para promover a melhoria na qualidade de vida de pais e pacientes. A linguagem não é complicada. Indico para pais, professores, estudantes e profissionais.


    Os diferentes graus de autismo parte I (acima)
    Os diferentes graus de autismo parte II (abaixo)



    quinta-feira, 30 de agosto de 2012

    De perto ninguém é normal!


    "As pessoas que estavam dançando foram consideradas loucas por aqueles que não podiam escutar a música" (Nietzsche)


         Escrevo sobre isso hoje porque me preocupam as crianças cheias de rótulos. O exemplo da loucura é apenas uma das possíveis ilustrações, mas os rótulos são muitos.
         É muito fácil dizer que alguém é louco ou desequilibrado. Basta que esse alguém faça algo inesperado. Então, aqueles que se incomodam com o inesperado desejam um diagnóstico que possa definir a pessoa "louca" dentro de características que a ciência tenha listado. Mas, de perto ninguém é normal!

         Um diagnóstico não define uma pessoa e como é sua vida. Pode até dizer muito, mas não diz tudo. Por exemplo, quando uma pessoa é conhecida como louca, tudo o que ela faz é atribuído à sua loucura:
    Se ela caminha longas distâncias descalça, é porque é louca;
    Se ela é boa em artes, é porque "os loucos costumam ter dom pra essas coisas";
    Se ela fala alto, é porque precisa abafar as vozes que falam com ela... 

    Mas quem se der a oportunidade de conhecer de perto, saberá outras coisas, talvez...
    ...ela andou descalça porque os sapatos estavam machucando, o lugar aonde ia era longe e estava sem dinheiro para o transporte; 
    ...ela é boa em artes porque foi uma das poucas formas em que permitiram que ela se expressasse;
    ...ela fala alto porque está sendo difícil ser escutada como pessoa.

         Não deixe que um diagnóstico feche seus olhos de forma que você deixe de enxergar a pessoa que existe por trás do rótulo.

    Indicação de leitura: Os Anjos de Zabine - um ensaio psicoterapêutico sobre a loucura

    segunda-feira, 27 de agosto de 2012

    Dia do Psicólogo

    Saudações terapêuticas a todos que compartilham conosco, psicólogas (os) um pouco de suas vidas, medos, desejos, conquistas, segredos... sua confiança é um material com o qual nosso trabalho se torna possível.


    Para celebrar a escuta e o acolhimento, importantes ferramentas da psicologia, saúdo a todos e deixo o convite: deixe aqui a sua fala sempre que quiser, 
    ou entre em contato por e-mail: leticiaregia.psi@gmail.com.

    sexta-feira, 24 de agosto de 2012

    RELAÇÕES AMOROSAS


        


    O que leva um casal a buscar ajuda na psicoterapia?

    Os motivos são variados, mas acredito que uma das principais razões é buscar soluções para salvar o amor que ainda exista entre os casais. Também, aparar os espinhos que vão se criando ao longo da relação. É criar possibilidades de sair do cotidiano que geralmente arrasta para o fracasso da convivência. Portanto, existem inúmeros motivos que podem fazer com que as pessoas busquem ajuda, mas, para mim o mais importante é o amor.

     Spangenberg, (2006/07) fala que o amor é o único agente curativo que é capaz de reparar as feridas de nossas almas e que o trabalho de transformar, e ter paciência para construir um vínculo, onde esse amor possa expressar, é a grande arte da psicoterapia.


    segunda-feira, 20 de agosto de 2012

    Vínculo Materno na hospitalização infantil

         Você já foi internado(a) ou teve alguém muito próximo sendo hospitalizado? Conheço de perto várias facetas dessa situação. Já estive internada, já fui acompanhante e também já acompanhei acompanhantes e crianças em internação. Posso dizer que é um momento delicado, independente da gravidade da doença (que às vezes nem se sabe qual é).

       O hospital é um ambiente diferente tanto para a criança quanto para sua família. Ocorre um afastamento da vida que a criança está acostumada, além de ser um lugar aparentemente ameaçador (agulhas, curativos, exames dolorosos, sangue, etc.). É comum que as crianças regridam, parecendo mais manhosas, infantis ou irritadas, porque estão precisando de uma atenção especial. Uma forma de tornar a internação menos desagradável é dar segurança à criança com a presença dos familiares e principalmente da mãe.
         O vínculo materno é a relação que é construída entre a mãe e o filho. As mulheres não nascem sabendo como ser mães, mas elas aprendem também na relação desenvolvida com seus próprios filhos. Manter-se próxima do filho é muito importante para formar e reforçar o vínculo afetivo, que requer tempo, amor e compreensão. É importante lembrar que os pais também podem estabelecer vínculos afetivos com seus filhos, e a medida do possível participar dos cuidados com a criança e oferecer suporte para que a mãe assuma os cuidados quando for preciso. Por isso pais experimentem:

    “A mãe é capaz de atender às necessidades da criança se ela se sente amada em sua relação com o pai da criança e com a própria família” 
    (Winnicott, 1999).


    (para ampliar é só clicar na figura) Dicas:

    Referências:
    PINTO, Júlia Peres. BARBOSA, Vera Lúcia. Vínculo materno-infantil e participação da mãe durante a realização da punção venosa: a ótica da psicanálise. Rev. Latino-Am. Enfermagem [online]. 2007, vol.15, n.1, p. 150-155
    Portal Nacional de Saúde – Unimed do Brasil.
    Winnicott, D. W. (1999) Os bebês e suas mães. 2. ed. São Paulo: Martins Fontes

    Agradeço à Rita de Cássia do N. Bastos na parceria de rondas hospitalares e nas experiências riquíssima que vivemos para a elaboração desse material.

    Letícia Vitorio